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365 dias de Carnaval: saiba como curtir a festa o ano todo


Escrito por Abril BrandedContent

Oficinas de percussão e sopro atraem foliões que não se contentam em festejar só em fevereiro

Foto: Letícia Ferreira. Legenda: Oficina Quizomba está sempre de braços abertos para novos foliões.

André Ramos nunca foi de pular carnaval como um folião qualquer. “Eu adoro a festa em si, mas minha vivência é muito mais intensa quando estou tocando”, conta. Por isso, quando os derradeiros quatro dias chegavam, ele pegava seu saxofone em sua casa no Rio de Janeiro e se misturava com o coro do Boitolo, levava uns arranjos para o Songorocossongo e ia dali para o bloco de rua seguinte até a Quarta-feira de Cinzas.

Descobriu que não era o único. E que esses outros músicos filões tampouco queriam esperar um ano pela folia. Começaram ensaios abertos despretensiosos e o povo foi chegando. Foi daí que, em 2009, surgiu a Orquestra Voadora, hoje um dos blocos mais tradicionais da cidade; e começaram, então, as oficinas de música para orientar o ritmo dos curiosos. Participar de uma oficina é manter o ritmo do Carnaval o ano inteiro, e é uma ótima oportunidade para viver uma experiência inusitada na cidade, como sugere o projeto #hellocidades, de Motorola, que ajuda a transformar a relação das pessoas com os lugares onde vivem.

Foto: Rafael Hansen/Orquestra Voadora/Divulgação. Legenda: André Ramos vive o Carnaval intensamente, o ano inteiro.

André é músico e atualmente dá aulas nas oficinas da Voadora, mas boa parte de seus cerca de 300 integrantes sequer tinha contato com qualquer instrumento. A Voadora não é a única que aceita foliões sem experiência musical. Na verdade, esta é a característica da maioria das oficinas de blocos de rua, que agora estão todo vapor na preparação para fevereiro.

Foi o caso da jornalista Letícia Ferreira, que há três anos buscava uma nova atividade, algo mais lúdico contra sua rotina. Ela curtia samba e carnaval, então, por que não tentar? Apareceu uma noite na oficina do Quizomba, em Laranjeiras. “Não tinha experiência nenhuma com música. Eu achava o tamborim charmosinho e quis aprender, mas é bem difícil! Eu ralei!”, admite.

Conseguiu batucar o tamborim e logo resolveu se aventurar no pandeiro; depois foi para o xequerê, um tipo de chocalho com contas, típico de países africanos. Quando notou, já eram três instrumentos em três blocos de rua diferentes. “Desde que entrei nas oficinas, nunca mais viajei nos dias de Carnaval. Agora tenho sempre motivo para ficar na cidade”, conta.

Eliane Soares, de 66 anos, tem um relacionamento de longa data com a purpurina e os batuques. Sempre gostou de Carnaval de rua e desde o colégio está envolvida em atividades musicais. Mas só há três anos, desfilou em seu primeiro bloco. “Me apaixonei. Só pensava onde estive que não tinha descoberto aquilo antes”, lembra-se.

Foto: Terreirada Cearense/Divulgação. Legenda: Letícia (primeira à direita) e Eliana (ao centro, com saia rosa e coroa na cabeça) se encontraram no Carnaval no bloco Terreirada Cearense.

A partir daí, tem atividades quase o ano todo, entre as aulas das oficinas e as apresentações fora de época neste e em outros blocos nos quais toca diferentes instrumentos de percussão. “Tem oficina a semana toda. Hoje estou arrasada aqui, cheia de dor, tomando remédio… Porque num dia eu toco, aí no outro dia estou tomando remédio”, diz, com uma risada. Ela conta que aprendeu rápido, mas também mantém a prática com leveza. “Às vezes me perguntam: ‘você estuda?’. Eu não estudo. Está tudo na cabeça. Na hora que escuto a batida, eu vou junto. Pelo menos ninguém me expulsou ainda não”, diverte-se.

André Ramos diz que a pouca preparação musical é o que menos importa no Carnaval: “É difícil achar um povo tão motivado. Eles evoluem rapidamente nesta época”. E resume a experiência: “Imagina 300 músicos tocando para 100 mil pessoas? É uma emoção forte demais, a gente desaba, chora mesmo”.

Quer experimentar também? Separamos algumas opções de oficinas no Rio para você. Os valores giram em torno de R$ 200 por mês. Registre esses momentos nas redes sociais e use a hashtag #hellocidades para espalhar a notícia e acesse o hub hellomoto.com.br para saber mais.

Orquestra Voadora

Quando: Terças-feiras, das 19h às 21h (sopros) e das 21h às 23h (percussão).

Onde: Circo Voador, na Rua dos Arcos, Lapa.

Mais informações: oficina@orquestravoadora.com.br ou (21) 2222-2916.

Quizomba

Quando: Quartas-feiras, das 19h às 21h.

Onde: Circo Voador, na Rua dos Arcos, Lapa.

Mais informações: oficinas@quizomba.com.br

Terreirada Cearense

Quando: Quintas-feiras, das 19h às 20h30, e sábados, das 17h30 às 19h.

Onde: Maracatu Brasil, na Rua Ipiranga 49, Laranjeiras.

Mais informações: terreiradacearense@gmail.com ou (21) 98715-8936.

Agytoê

Quando: Quintas-feiras, a partir das 20h30 (turma iniciante), e sábados, a partir das 15h (turma avançada).

Onde: Maracatu Brasil, na Rua Ipiranga 49, Laranjeiras.

Mais informações: secretaria@maracatubrasil.com.br ou (21) 2557-4754.

Mulheres Rodadas

Quando: Sextas-feiras, a partir das 19h

Onde: Centro Cultural Othello, na Rua Moraes e Vale, 15, Lapa.

Mais informações: blocomulheresrodadas@gmail.com ou (21) 98038-2376

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