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Como uma advogada paulistana descobriu uma nova São Paulo


Escrito por Abril BrandedContent

Um grupo de amigos com um objetivo: conhecer melhor a própria cidade. Essa é a
história da Paula Duarte e sua planilha de lugares desconhecidos em São Paulo

O parque aquático do Sesc Itaquera. Foto: Sesc Itaquera/Divulgação

A capital paulista é uma cidade de distâncias enormes, que separam bairros com diferentes perfis. Não é difícil encontrar um paulistano típico que nunca tenha visitado uma ou outra área da cidade por conta dos quilômetros que separam um ponto do outro. A advogada Paula Duarte é exemplo. “Moro em São Paulo há quase 20 anos, e durante toda a adolescência e início da vida adulta, praticamente não saía do eixo Pinheiros-Paulista-Centro. Morria de preguiça de pegar metrô para explorar o resto da cidade”, conta.

Transformar a própria cidade em um campo de exploração é uma oportunidade de saber mais sobre os espaços que nos cercam e compreender como a metrópole que conhecemos hoje foi formada e modificada. Além disso, é uma maneira de também descobrir novos lugares para passar um fim de semana tranquilo ou fazer alguma alguma atividade física fora da rotina.

Foi pensando nisso que Paula decidiu estabelecer algumas metas para conhecer melhor a cidade. Ela se juntou a um grupo com mais seis amigos e, pelo menos uma vez por mês, eles se propõem a conhecer um lugar novo. O pré-requisito é simples: só vale visitar lugares que pelo menos cinco pessoas do grupo desconhecem. “É super organizado, temos até uma planilha compartilhada com as datas e os endereços. Como vamos em bando, é mais fácil vencer a preguiça”, conta.

Filippe Grandinetti é arquiteto e entrou no grupo há um mês. “Eu já estudei muito a arquitetura do Centro de São Paulo, mas fiquei surpreso com o que vi na Zona Leste. É praticamente outra cidade. Ou melhor: outras cidades, porque tem vários pequenos centros”, diz.

Com base na planilha do grupo da Paula, separamos aqui três lugares “escondidos” para conhecer em São Paulo. A lista leva em conta a distância partindo do Marco Zero/Pátio do Colégio, que fica na zona central da cidade. As sugestões todas foram planejadas para utilizar o transporte público como meio de deslocamento — afinal, usar o transporte público também faz parte do ato de experimentar a cidade.

Aproveite a próxima folga e dedique-se a conhecer São Paulo um pouquinho melhor. E, quando for, compartilhe imagens e depoimentos nas redes sociais usando a hashtag #hellocidades. O HelloCidades é um projeto inédito da Motorola que nos incentiva a explorar as cidades em que vivemos com novos olhos. Reconecte-se com sua cidade também pelo hub hellomoto.com.br.

Sesc Itaquera

As unidades do Serviço Social do Comércio (Sesc) são todas equipadas de maneira a proporcionar atrações culturais e esportivas para os usuários. A unidade do Sesc Itaquera, no entanto, é um pouco diferente das demais, porque dispõe de um parque aquático e um centro ambiental.

Esse Sesc também possui uma vasta programação cultural tanto nos fins de semana como de segunda a sexta. O local pode ser uma boa alternativa às atrações do Centro também nos dias úteis. Apesar de longe, chegar ao Sesc Itaquera não é difícil, pois o transporte público se encarrega de deixar o trajeto mais simples.

Saindo do Centro, basta pegar a linha vermelha do metrô até a estação final, em Itaquera. De lá, anda-se cerca de 200 metros até a Fatec. Nesse ponto, pega-se o ônibus N438-11 (Hospital Santa Marcelina), que leva até a Rua John Speers. De lá, são cerca de dez minutos de caminhada até o Sesc. Apesar de parecer trabalhoso, o trajeto todo dura até uma hora, no máximo, fora do horário de pico (ou seja, sem trânsito). Utilizando o cartão Bilhete Único, o custo de ida fica em R$6,80.

Parque da Cantareira 

O Parque da Cantareira é uma das principais áreas verdes da cidade Foto: Natan Onoda/Flickr

O Parque Estadual da Cantareira fica na Zona Norte e é excelente para quando se quer fugir um pouco da paisagem urbana e entrar em contato com a natureza. O parque tem três trilhas diferentes. A maior delas tem 9,5 km e leva até um morro com uma bela vista da cidade de São Paulo.

Para aproveitar o dia é preciso ir cedo. Saindo do Marco Zero, basta pegar a linha azul do metrô e descer na estação Parada Inglesa. De lá, andar até o terminal Parada Inglesa, perto do metrô. Aí, é preciso pegar o ônibus 1016-10 (Cemitério do Horto). Ande duas paradas até a Avenida do Tucuruvi e mude de ônibus: a linha 1018-10 (Vila Rosa) leva até a Rua Luiz Carlos Gentile de Laet, depois de 16 paradas. Chegando na rua, são cerca de 15 minutos de caminhada até a entrada do parque. Utilizando o cartão Bilhete Único, o custo de ida fica em R$6,80.

Templo Zu Lai

O templo Zu Lai impressiona pela sua arquitetura típica. Foto: Eliane Kobayakawa/Flickr

Localizado em Cotia, o Zu Lai é o maior templo budista da América Latina, com belíssimos jardins e um restaurante vegano. Embora seja em outra cidade, é ideal para um domingo introspectivo e tranquilo ao ar livre.

Saindo do Marco Zero, pega-se o metrô na estação da Sé, linha azul, até a Luz, onde é preciso fazer a baldeação para a linha amarela. De lá, são cinco estações até o Butantã. Chegando no metrô Butantã, basta pegar um dos ônibus que passe pela rodovia Raposo Tavares — aos domingos, a opção mais comum é a do 035 (Cotia – Mirante da Mata). De ônibus, é preciso descer no quilômetro 29 da rodovia.

Aí, é só caminhar poucos metros no acostamento da via no sentido São Paulo até chegar à entrada da Estrada Fernando Nobre. Nela, são vinte minutos de caminhada tranquila até a entrada do Templo. São cerca de R$18 todo o trajeto. É preciso lembrar que o templo tem uma série de restrições que, como espaço religioso, precisam ser respeitadas. Uma visita ao site da instituição pode tirar todas as dúvidas.

Dicas de app

Três aplicativos podem ser bastante úteis para ajudar nos deslocamentos sugeridos acima. O aplicativo do Metrô de São Paulo e o aplicativo Cadê o Ônibus? ajudam a descobrir horários e distâncias das linhas necessárias para chegar. Além desses, o CityMapper otimiza as informações tradicionais do Google Maps para dar informações sobre alterações de trajeto.

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