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Pelas igrejas de São Paulo


Escrito por Abril BrandedContent

Projeto incentiva redescoberta do Centro da cidade por meio dos templos religiosos

Em 2015, após algum tempo trabalhando como assessora de imprensa, Patrícia Ribeiro buscou fazer uma série de cursos de aperfeiçoamento profissional. Em um deles, ela frequentou aulas de gestão de redes sociais, especialmente Facebook. Um dos exercícios propostos era a criação de uma página. “Decidi criar uma página sobre algo que eu fazia bastante, que era explorar a cidade com roteiros curtos”, conta Patrícia. O que era apenas um exercício ganhou corpo e conta hoje com uma série de guias colaboradores e mais de 70 mil likes no Facebook. Passeios Baratos promove o que o nome prevê: roteiros temáticos em diferentes pontos de São Paulo com preços entre R$30 e R$50. Um dos passeios realizados pelo projeto de Patrícia envolve uma visita às igrejas do Centro de São Paulo.

Não é preciso saber rezar para admirar uma igreja. Graças a seus projetos arquitetônicos belíssimos ou à sua importância histórica, templos religiosos sempre chamaram atenção e se tornaram símbolos de suas cidades. É o caso do Templo Expiatório da Sagrada Família, em Barcelona, e da Catedral de São Basílio, em Moscou. São Paulo também tem seus símbolos de arquitetura e riqueza histórica. Eles estão no caminho das milhões de pessoas que passam todos os dias pelas ruas do Centro, e podem passar despercebidos. Sugerir a redescoberta desses lugares é a missão de #hellocidades, um projeto inédito de Motorola que tem tudo a ver com a ideia de Patrícia.

Nos dois casos, o objetivo é aprimorar a relação das pessoas com o lugar em que vivem. Por isso, as igrejas são boas oportunidades, mesmo que frequentá-las não faça parte do nosso dia a dia. “Não é um roteiro religioso. As pessoas que procuram este passeio geralmente estão muito interessadas na história e na contextualização desses espaços pra cidade”, explica Patrícia. Em parceria com o Passeios Baratos e o HelloCidades, sugerimos três templos religiosos para uma experiência diferente na capital paulista.

O que as igrejas têm

Uma das sugestões na lista de passeios de Patrícia é, obviamente, a Catedral da Sé. Apesar de dar nome a uma das estações de metrô mais movimentadas da cidade e ser muito lembrada pelos paulistanos, a Sé recebe menos atenção do que merece – a cripta subterrânea, espécie de capela que fica sob o altar principal, só é vista por 100 pessoas por semana. No mesmo período, a Catedral de Notre Dame, em Paris, recebe 250 mil pessoas. Mesmo guardadas as devidas proporções, a comparação mostra que a Catedral da Sé tem muito mais potencial a ser explorado. Basta um pequeno desvio da rotina.

Inaugurada em 1954, ainda inacabada, a Catedral da Sé é o quarto maior templo neogótico do mundo. Lá dentro, fica o maior órgão de tubos do Brasil e da América Latina. Mais do que um exemplo de arte sacra, a catedral também é um espaço que representa a multiculturalidade da formação de São Paulo – desde os indígenas até os imigrantes que ajudaram a escrever a história da cidade. “O edifício reflete o arcabouço cultural europeu presente na mentalidade dominante no meio eclesiástico paulistano na primeira metade do século XX, mas com notável valorização da cultura local”, diz Marcos Eduardo Melo dos Santos, no artigo “A Catedral Metropolitana de São Paulo por Maximilian Emil Hehl: História, Arte e Ecletismo na Arquitetura Sacra Paulistana”. Em outras palavras, basta entrar na Catedral da Sé para caminhar pela história de São Paulo.

Uma experiência tão rica quanto a da Catedral da Sé é redescobrir o Mosteiro de São Bento, também no Centro da Cidade. Além da decoração interna, cheia de vitrais, murais e outros ornamentos, o mosteiro ainda tem um atrativo à parte. No último domingo de cada mês, os monges realizam um brunch com produtos feitos na padaria do mosteiro. É preciso adquirir ingressos com antecedência (mais informações aqui), mas costuma valer a pena. A advogada Lúcia Brites recomenda. “É uma surpresa encontrar isso no meio da cidade, numa manhã de domingo. Além da comida, tem música e exposição de arte para acompanhar”, conta.

A primeira construção da cidade de São Paulo guarda também a primeira igreja. Antigamente uma capela, a Igreja de São José de Anchieta, no Pateo do Collegio, protege parte da ossada de Anchieta e casos históricos inusitados.  O importante é dar oportunidades para que a cidade possa surpreender seus moradores. “Você aprende a olhar a cidade em camadas, aprende a olhar pra cima e observar a arquitetura. Há muita história escondida no nosso cotidiano” diz Patrícia Ribeiro.

Reparou numa igreja diferente? Registre imagens e compartilhe usando a hashtag #hellocidades. Também valem templos de outras religiões, como mesquitas, sinagogas e igrejas evangélicas. Não importa qual é a sua fé. Reconecte-se com São Paulo em hellomoto.com.br!

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