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De rolê pela Flip 2018


Escrito por Motorola

O Hello Rio foi até a cidade histórica de Paraty para acompanhar a festa literária

Entre os dias 25 e 29 de julho, a 16ª Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) levou ao histórico município fluminense uma programação voltada à produção literária brasileira, mas acabou indo além do mundo dos livros.

Com um olhar especial para a produção de autores negros, a festa abriu o debate para uma série de assuntos atuais e relevantes, tornando o evento mais democrático, inclusivo e, é claro, muito mais rico. Confira como foi nossa passagem por Paraty.

Hilda Hilst, a homenageada

Todos os anos a Flip escolhe um autor homenageado para permear sua programação. Este ano a escolhida foi Hilda Hilst, escritora de prosa, poesia e teatro falecida em 2004. Pouco lida em vida, a obra de Hilda tem capturado nos últimos anos cada vez mais atenção e leitores mundo afora.

Na noite inaugural, a atriz Fernanda Montenegro leu e interpretou trechos de textos da escritora, dando início a uma grande celebração que teria sequência nos dias seguintes, com espaços, debates e performances ligadas a Hilda.

Respirando livros

Durante seus cinco dias, a Flip faz Paraty respirar literatura e a Praça da Matriz é o epicentro desse acontecimento. Além do palco com a mesa principal, a praça trouxe diversas atrações e espaços de leitura. Era chegar, se aconchegar na sombra de uma árvore e escolher um dos livros pendurados ao seu redor para se entreter.

O centro histórico da cidade também ficou tomado por escritores e poetas. Entre recitais, improvisos e muita troca com os passantes, os artistas de rua ajudaram o ambiente a ficar ainda mais imerso na literatura.

Se o palco principal e suas mesas de debate atraiam grande parte do público, as casas com programação complementar ajudaram a Flip a ganhar mais substância. Eram mais de vinte espaços dando voz a autores e editoras independentes. Conhecida por seu porto, teve até espaço montado em barco em Paraty.

Novos autores em destaque

Com a programação complementar aumentando o alcance da Flip, novos escritores tiveram a chance de encontrar e conversar com o público.

Nas diversas mesas e debates que compuseram esses espaços, foram abordados todo um universo de temas referentes ao trabalho artístico. Gêneros literários, referências, escolhas de linguagens e editoração foram alguns dos assuntos que permearam os encontros.

Na mesa principal, destaque para a presença de Geovani Martins. O jovem escritor carioca vem recebendo grande atenção após a publicação de seu primeiro livro, a compilação de contos “O Sol na Cabeça”. Na sua fala, acompanhada pelo escritor americano Colson Whitehead, Geovani ressaltou a necessidade de avaliar artisticamente o trabalho de autores negros e/ou periféricos, deixando de lado a análise que leva em conta majoritariamente o contexto social das obras.

Turismo, leitura e diversão

Um evento com a proporção da Flip impulsiona o turismo local e faz da pequena Paraty uma cidade abarrotada de pessoas. Entre conhecer seus escritores favoritos e acompanhar a programação ainda há muito a se fazer.

Além dos passeios, a pé pela cidade ou a barco em pleno mar, as pessoas que lotam a cidade histórica podem aproveitar a gastronomia local, a música ao vivo que se espalha pelas ruas de pedra e as festas que fazem o fim de noite dos mais animadinhos. Até mesmo quem não é muito fã de ler acaba aproveitando a Flip.

Banho de cachoeira ajudou turistas a encararem o calor

Com certeza, estimular a leitura e levá-la a um novo grupo de leitores é um dos grandes objetivos do evento. Porém, a Flip oferece muito mais do que isso aos seus participantes, sendo uma ótima oportunidade de aproveitar a bela cidade de Paraty junto a um conteúdo fervilhante capaz de despertar nossas ideias não só para os livros mas também para o mundo à nossa volta.

Continue acompanhando o Hello Cidades para saber um pouco mais sobre o que de melhor o Rio de Janeiro tem a oferecer.

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