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Por dentro da Moto: Planejamento e Operações


Escrito por Motorola

Entrevistamos Marcelo Alvarez, líder da área de Planejamento e Operações da Motorola, confira!

Quando compramos um novo smartphone, muitas vezes não nos damos conta de todo o processo que vai desde o planejamento e a previsão de volume para a compra de cada componente, passando pela escolha de cores e chegando até as expectativas de vendas envolvidas em cada lançamento. Pois é justamente no alinhamento de todas essas fases do processo que consiste o trabalho do time de Planejamento e Operações.

Na Moto, a área é liderada por Marcelo Alvarez, que, ao lado de sua equipe, precisa garantir o produto certo na hora certa, tanto nas redes de varejo quanto nas lojas das operadoras. Para entender um pouco mais sobre o trabalho de Planejamento e Operações (que de rotineiro não tem nada!), confira a seguir a entrevista que fizemos com Marcelo.

Há quanto tempo você, Marcelo, está na Moto? Como foi a trajetória até aqui?

Eu sou um dos mais antigos [risos]. Estou na Moto há 20 anos, comecei basicamente quando inauguramos a fábrica de Jaguariúna. Já atuei em vários departamentos, como na área de Service, de Call Center, Estratégia e, agora, Planejamento e Operações, onde estou há 12 anos.

Desde quando a área de Planejamento e Operações existe no Brasil?

Exatamente há 20 anos, quando começamos as operações em Jaguariúna.

Quais as principais funções da área?

É uma área muito ampla. Ela incorpora toda a parte de fabricação do produto. Aqui chamamos de Planejamento e Operações, dividindo o trabalho em duas frentes. Em Planejamento, somos responsáveis pelo volume de telefones que vamos trazer ao País. Então precisamos entender como está o mercado e suas expectativas para definir quais produtos e a quantidade de cada um que a fábrica precisará produzir.

Eu brinco que minha área precisa de muito sincronismo. Por exemplo, se nós achamos que o aparelho preto vai vender mais, mas o mercado quer branco, temos uma falta de sincronismo. Quando a gente fala em Planejamento e Operações, não é estipular a demanda e começar a trabalhar no dia seguinte. Como a maioria dos componentes vem da Ásia, temos que prever também o período necessário para alimentar a fábrica. Todo esse processo demora cerca de 10 a 12 semanas, então não podemos ter variação da nossa demanda nesse período.

Já a área de Operações é justamente para garantir a execução de tudo o que foi planejado. Meu time conversa com os clientes, que são os varejos e as operadoras, e eles são responsáveis pelo envio e a entrega de cada pedido. A gente, então, coordena com a fábrica a execução desses pedidos. Parece simples, mas colocar o produto certo na loja no momento certo envolve todo esse trabalho nos bastidores. Até sair da Ásia, passar pela fábrica e chegar ao consumidor tem um longo caminho.

Marcelo Alvarez, diretor da área de Planejamento e Operações.

Quantas pessoas fazem parte da equipe brasileira hoje?

Minha equipe é de oito pessoas.

Quais são os tipos de profissional que trabalham no time daqui?

São dois perfis: os que trabalham na área de Planejamento, que, normalmente, são pessoas formadas em Engenharia ou Administração, e os que estão na área de Operações, normalmente formados em Administração. Uma curiosidade é que temos a maioria de mulheres no time, e isso tem funcionado muito bem.

Como é a rotina de trabalho?

A rotina muda demais. Ela depende das variáveis do mercado: se ele está crescendo, reduzindo… Qualquer variação de dólar, por exemplo, já afeta nossa rotina. Sempre temos algum produto novo chegando, então o trabalho é muito dinâmico. O nível de dificuldades, lançamentos e necessidades muda constantemente – às vezes, em questão de 15 dias, mudamos toda a nossa estratégia. As datas comemorativas também afetam bastante o ritmo.

Como funciona essa interação entre as áreas comerciais e a fábrica?

Muitas reuniões, onde discutimos todas as estratégias e lançamentos. É a partir disso, e de muita governança e contato com o cliente, que temos informações suficientes para tomar as decisões. Depois disso, alinhamos o lado da fábrica, com todos os detalhes de equipe, turnos, etc.

Quando conversamos com o CXD, eles comentaram sobre as pesquisas que fazem para entender melhor as preferências dos consumidores. Isso influencia o trabalho de vocês também?

Com certeza. Os inputs deles alimentam nossas reuniões, nas quais a gente discute, principalmente, as preferências dos consumidores, como: que tipo de experiência o produto vai oferecer e em que cores vamos lançar os produtos. É bem difícil acertar, porque a cor envolve a tendência que está chegando. Agora, por exemplo, o dourado está em alta, mas já tivemos o pink, o branco… Então essas pesquisas são fundamentais para a gente entender as variações dos produtos.

E como tem sido a experiência da área com o Moto Maker?

Tem sido muito interessante. Ele trouxe uma inteligência sobre o consumidor que não tínhamos. As pesquisas do CXD ajudaram muito nosso trabalho, assim como o Moto Maker auxilia na decisão de novas cores, como a da segunda capa que virá na caixa com o produto, por exemplo.

O time de Planejamento e Operações.

Conversamos também com Valéria Lelis, supervisora de Operações, que, como o próprio Marcelo define, é seu “braço direito e esquerdo” no trabalho. Na Moto há 16 anos, ela começou como estagiária, passou por áreas como Marketing, Produto e Engenharia de Softwares, até chegar à área de Planejamento, 12 anos atrás.

“Meu trabalho sempre foi muito voltado para a interação com o cliente – no meu caso, as operadoras. Isso significa manter um relacionamento, entender suas necessidades e passar essa demanda para a fábrica. A gente sempre diz que o maior desafio é ter o produto certo na hora certa. Precisamos administrar material, mercado, considerando problemas até de transporte para que tudo aconteça de forma correta e eficiente. Nos últimos três anos, tenho me envolvido mais na parte estratégica, de olhar a demanda e prestar bastante atenção nas cores.”

Valéria Lelis, supervisora de Operações.

Qual outra área da Moto você tem curiosidade de conhecer? Conte pra gente pelo e-mail [email protected]!

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