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Atitudes conscientes para um mundo sustentável


Escrito por Motorola

Reflexões sobre hábitos sustentáveis cada vez mais presentes no dia a dia dos consumidores e das empresas.

Saber como as empresas lidam com o impacto ambiental, as condições de trabalho de seus funcionários e a durabilidade dos produtos tem influenciado cada vez mais o comportamento do consumidor antes de sair comprando. Aos poucos, o consumo desenfreado vai dando lugar ao consumo consciente, e o mundo vai se adaptando a uma nova realidade, em que gastar por impulso, ainda mais com peças que não vão durar muito, não é mais uma atitude viável – muito menos inteligente.

Em resposta a isso, têm surgido nos últimos anos algumas alternativas que desafiam os hábitos de consumo aos quais muitos de nós estão acostumados. Consumir menos e focar em peças de melhor qualidade, trocar ao invés de comprar e priorizar produtos menos poluentes são apenas algumas das propostas para transformar a forma como usamos nosso dinheiro.

Exemplo dessas alternativas é a House of Bubbles, inaugurada no fim de 2015 em São Paulo. A casa pode ser definida como uma biblioteca de roupas – ou roupateca –, oferecendo um aluguel mensal de roupas, acessórios, bolsas e sapatos. Funciona assim: quem paga 100 reais pode alugar uma peça nova por mês, 200 reais dão direito a três peças, e 300 a seis peças. Cada aluguel tem a validade de 10 dias. Na devolução, basta levar a roupa lavada. A iniciativa é ainda mais importante quando lembramos que o setor de vestuário é o segundo mais poluente do planeta, atrás apenas do petrolífero.

Roupas compartilhadas na House of Bubbles (foto: Nivaldo Grolla)

O proprietário Wolf Menke, de 34 anos, quer incentivar uma relação mais saudável com o consumo, na qual é mais valioso usufruir do que possuir. O espaço ainda conta com uma lavanderia self-service no andar de cima e bar com ofurô no andar de baixo, tudo pensado para funcionar de forma integrada.

A House of Bubbles faz parte da House of All, projeto que reúne um conjunto de casas em Pinheiros com propostas de economia colaborativa: estações de trabalho compartilhadas na House of Work, cozinha na House of Food e aprendizado na House of Learning, além das roupas e lavanderia na House of Bubbles.

Iniciativa parecida tem o app Roupa Livre, que procura unir a tecnologia a este novo momento de consumo, funcionando como uma espécie de Tinder para a troca de roupas. Prova de que está cada vez mais fácil renovar o guarda-roupa sem gastar muito – e, de quebra, contribuir para o meio ambiente. 🙂

Com o mesmo intuito de reduzir nosso impacto na natureza, a empresa Triciclo criou o Retorna Machine. Trata-se de um programa de fidelidade que espalhou máquinas de depósito de material reciclável pelas estações do metrô de São Paulo, nas quais as pessoas podem trocar latas de alumínio ou garrafas PET por passagens no transporte público. Uma latinha vale 15 pontos e uma garrafa 10. A cada 100 pontos, você troca por 35 centavos em créditos no bilhete único, que são computados automaticamente depois que você entrega seu lixo. Para participar é só se cadastrar no site do Retorna Machine ou baixar o aplicativo. Fácil, né?

Retorna Machine em um metrô de São Paulo

Em um país como o nosso, cuja frota tem mais de 89 milhões de veículos, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), é mais do que urgente que surjam alternativas menos agressivas ao meio ambiente e à própria população, que também sofre com a poluição sonora e do ar.

Além do uso de bicicletas, caronas e do transporte público, há uma outra possibilidade de transporte em ascensão – e em total sintonia com a época, que pede por sustentabilidade: os carros elétricos. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, são 3 mil veículos elétricos circulando pelo Brasil, o que é pouco se comparado ao total de 89 milhões. Mas fatores como o alto custo ainda impedem que grande parte da população tenha acesso a essa tecnologia.

Entre os benefícios desse tipo de transporte estão o menor gasto com energia, que funciona como o próprio combustível, e o fato de serem “zero emissão” – ou seja, não soltam gases poluentes no ar. Os carros híbridos também são uma boa opção para quem quer economizar combustível e ainda diminuir a emissão de poluentes. Para se ter uma ideia da diferença dos híbridos e os veículos comuns, no momento em que a velocidade é baixa, o sistema do híbrido aciona apenas o propulsor elétrico, fazendo com que o gasto de combustível seja zero. O mercado desse modelo também é escasso, mas vive um crescimento constante.

Com alternativas como essas, a sustentabilidade vai ficando cada vez mais atrativa – e, principalmente, mais acessível para o consumidor!

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