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Continentes artísticos aglomerados: conheça a Pangeia


Escrito por Motorola

Ateliê no Recife Antigo reúne artistas e coletivos em prol da arte livre

Quem prestou atenção nas aulas de geografia deve lembrar do conceito de Pangeia, um grande aglomerado continental que, devido às movimentações das placas tectônicas, foi se dividindo e se afastando, dando origem aos continentes.

A junção dessa massa colossal foi a inspiração para a criação de um ateliê bem particular no Recife Antigo. Localizado na rua Rua Mariz e Barros, o espaço é ocupado pelos artistas Aslan Cabral e Paula Boechat e pelo Vacilante, coletivo formado por Luciano Matos, Alexandre Pons e Heitor Pontes.

O nome tem a ver com a ideia de agregar, de criar um equilíbrio em meio às diferenças. “Pan significa tudo, placa de tudo. Pangeia cabe bem porque aqui só tem dinossauro, só tem gente com produção forte, gente que ocupa muito espaço. É uma harmonia meio tensa, mas bem composta”, explica Aslan.

Os artistas que formam a Pangeia: Aslan Cabral, Paula Boechat, Heitor Pontes e Alexandre Pons (apenas Luciano Matos não estava presente)

A escolha do local foi um feliz acaso. Após muita procura, Luciano se deparou com uma placa de “aluga-se” no prédio. Convidou a todos para visitar o lugar e foi amor à primeira vista. “Pangeia é um mundo que está sendo descoberto, outros países estão chegando. Cravar um espaço de arte no coração da cidade é muito simbólico”, analisa Heitor. Aslan completa: “Esses lugares incríveis você não encontra nos classificados, né?”.

A imensa sala no 4º andar de um prédio histórico, de fato, impressiona. Por lá, os artistas criaram uma dinâmica própria, que funciona numa espécie de caos organizado. Painéis, quadros, objetos diversos, sprays de tinta, instalações…A gama de cores, formas e referências estéticas é tão grande que é preciso algumas horas para assimilar cada detalhe.

Fotos da Pangeia feitas com o Moto G6

Segundo Aslan, a Pangeia não tem vocação para ser um espaço expositivo tradicional. “Até quando convidamos pessoas de fora para expor aqui a gente não tenta transformar o espaço em um cubo branco, a gente deixa a Pangeia ser a Pangeia. Sempre vai ter ruído e obras não acabadas. Somos um cubo vivo e em constante processo”, assume.

O Hello Moto passou um dia na Pangeia com Aslan, Paula, Heitor e Alexandre para entender um pouco sobre o trabalho de cada um e a conexão do ateliê com a capital pernambucana. No vídeo:

Uma vez por mês, acontece um ateliê aberto, sempre aos domingos. Acompanhe todas as movimentações através da página do Facebook @atelierpangeia. E não deixe de compartilhar seus passeios artísticos pela cidade com a hashtag #hellocidades.

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