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Empreendedoras: mulheres lideram feiras que estimulam consumo sustentável em Porto Alegre


Escrito por Abril BrandedContent

Conheça as histórias protagonizadas por elas, que ajudam a mudar o cenário comercial da capital gaúcha

Foto: Fábio Alt. Legenda: Natalia Guasso é adepta do movimento slow fashion, que minimza impacto ambiental e social na fabricação e no consumo de roupas.

Em Porto Alegre, as praças municipais não são locais para descanso. Ou não apenas para isso. Pouco frequentadas até alguns anos atrás, diversas áreas verdes da cidade vêm se transformando em espaços efervescentes de pessoas e atividades culturais: são as feiras ao ar livre, que propõem uma nova relação de compra de itens como roupas e acessórios. Além de estimular o consumo sustentável, esses mercados de Porto Alegre têm um diferencial: diversos são comandados por mulheres. Suas histórias, hoje, inspiram o #hellocidades, projeto de Motorola que mostra novas formas de vivenciar os espaços urbanos.

Uma das pioneiras na organização de feiras na cidade, a publicitária Natalia Guasso comemora o nascimento de cada vez mais iniciativas semelhantes de ocupação dos espaços públicos. Militante do slow fashion — corrente que prega a moda sustentável, cujo processo de produção minimiza os impactos sociais e ambientais —, ela criou, em 2011, o Brick de Desapegos, para levar os conceitos a diferentes espaços da cidade.

“Por causa de uma mudança, me dei conta que tinha muitas roupas que não usava mais, por isso criei um pequeno evento para me desapegar delas. Com o tempo, o evento foi crescendo e hoje não trabalha apenas com peças de desapego ou brechó, mas também com criações autorais de moda sustentável”, conta a publicitária.

Atualmente, diversas outras feiras seguem modelos parecidos. Expositores de acessórios, vestuários e decoração dividem espaço com food trucks e bancas de cerveja e permitem que locais como a Praça Garibaldi, na Cidade Baixa, a Praça Itália, no Menino Deus, e a Praça Daltro Filho, no Centro, se transformem em pontos de comércio, entretenimento e, principalmente, confraternização entre os moradores. Mesmo itinerantes, alguns desses eventos já são capazes de reunir mais de 5.000 pessoas, entre expositores, frequentadores assíduos e curiosos.

Para Natalia Guasso, as feiras de Porto Alegre funcionam como um espaço de resistência contra o fast fashion. “A partir dos anos 1990, criou-se uma cultura de que quando estávamos mal, bastava ir ao shopping comprar uma roupa nova. Hoje, passamos a questionar de onde vêm as nossas roupas”, aponta. É nesse cenário de questionamento que cada vez mais feiras brotam em praças, incentivando roupas upcycled (peças de brechó customizadas) e de estilistas locais.

A publicitária foi a primeira a ocupar com uma feira a Praça Garibaldi, no bairro Cidade Baixa. “Eu cresci perto da praça, mas ela estava abandonada. Por isso, resolvi organizar uma feira no local. Ocupar espaços públicos é uma forma de diminuir a violência”, acrescenta a organizadora.

Para os empreendedores, a feira funciona como uma vitrine ao ar livre. Mas não só isso. Lá também surgem ideias de novos negócios e a chance de novas parcerias criativas e comerciais. Muitas das mulheres que se conhecem em eventos maiores acabam mais tarde buscando espaços alternativos para crescer. Nesses casos, a união entre elas se dá por afinidade de produtos e, não raro,  a associação acaba dando vida a feiras mais especializadas, criadas para atender um nicho de público.

É o caso da The Gang Girls, que reúne, no coração do bairro Cidade Baixa, cinco brechós comandados por mulheres. No lugar de roupas autorais, peças de brechó, escolhidas com cuidado para pessoas que apreciam o estilo vintage e retrô e rejeitam o consumismo imposto pelas grandes redes de vestuário.

“Nos diferenciamos um pouco das feiras já tradicionais, porque não contamos com uma administração personalizada. Tudo é colaborativo. Sentamos, nós cinco, conversamos e tomamos as decisões em conjunto. É a forma que encontramos para nos sentirmos ainda mais livres e sem precisar pagar taxas altas de participação” conta Daniela Godolphim Mendes, do brechó Sacode a Poeira.

Apesar da paixão por peças antigas em comum, o público que frequenta a feira é bastante eclético. O brique reúne de jovens a idosos dispostos a fugir do caos dos grandes shoppings  e garimpar verdadeiros tesouros em meio a tantas possibilidades. Sem dúvida, é uma ótima maneira de prestigiar o empreendedorismo feminino e valorizar o pequeno negócio.

Aproveite para conhecer uma das feiras realizadas em Porto Alegre e, depois, compartilhe esses momentos com a hashtag #hellocidades. Para saber mais, acesse o hub hellomoto.com.br.

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