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O casamento gay ao redor do mundo


Escrito por Motorola

As uniões homoafetivas voltam a ser um tema discutido globalmente, conheça países que já legalizaram o casamento gay.

Em 17 de maio de 1990, a homossexualidade deixou de ser considerada uma doença pela Organização Mundial da Saúde. A data passou a representar um verdadeiro marco para a população LGBT, tornando-se o Dia Internacional do Combate à Homofobia e símbolo das lutas pelos direitos humanos.

Já que maio é também considerado o mês das noivas e, consequentemente, o mais propício a receber casamentos, aproveitamos a ocasião para destacar os avanços do casamento entre pessoas do mesmo sexo ao redor do mundo – e quanto ainda falta mudar para que todos tenham os mesmos benefícios perante a Lei.

No Brasil, foi aprovada em 2013 a resolução que obriga os cartórios de todo o território nacional a celebrar o casamento civil e a converter a união estável homoafetiva em casamento. A união estável já havia sido liberada em 2011 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas ainda não era efetiva em todo o País.

Em outubro de 2013, a cantora Daniela Mercury fez história ao se casar com a jornalista Malu Verçosa em sua casa em Salvador, na Bahia. Daniela agora leva o sobrenome Mercury de Almeida Verçosa, e Malu é Verçosa de Sá Mercury. O casal também já adotou três crianças, e tem planos de aumentar a família. Juntas, elas ganharam o título de “Campeãs da Igualdade” da ONU no Brasil, e se tornaram representantes de peso da militância LGBT.

Daniela Mercury e Malu Verçosa (foto: divulgação).

Um ano depois da aprovação, em 2014, já foi registrado um aumento de 31,2% na realização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo no Brasil. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesse mesmo ano, as uniões homoafetivas representaram 0,4% do total de casamentos feitos no País – vale lembrar que os dados sobre casamentos LGBT vêm sendo levantados pelo IBGE há apenas dois anos.

Mais recentemente, no início de abril deste ano, a Colômbia também aprovou a união entre casais do mesmo sexo. A medida é um dos avanços sociais mais importantes do país depois da aprovação, em novembro de 2015, da adoção por cônjuges homossexuais. A Colômbia é o quarto país da América Latina a tomar essa decisão, depois de Argentina, Brasil e Uruguai.

O primeiro país do mundo a legalizar o casamento gay, assim como o divórcio e o direito de adoção de crianças por esses casais, foi a Holanda, em dezembro de 2000. Em junho do ano passado, foi a vez dos EUA aprovarem a legalização, tornando-se o 22º país do mundo a tomar a decisão. Para comemorar a aprovação histórica, o Facebook criou filtros com a bandeira do arco-íris para as fotos de perfil de usuários do mundo todo. Quem aí aderiu? \o/

Antes disso, alguns Estados americanos já reconheciam casamentos gays como sendo legais – caso de Washington, que viu nascer um mercado promissor voltado às uniões homoafetivas. Isso fez com que os empreendedores de lá começassem a investir cada vez mais em serviços para essa população, desde líderes religiosos simpáticos à causa até agências especializadas na produção dessas cerimônias.

Segundo Adam Talbot, vice-diretor de comunicação da Human Rights Campaign, organização americana que milita pelos direitos de LGBT, “o casamento de pessoas do mesmo gênero é bom para os negócios”. Em entrevista ao El País, ele conta que, “assim como Washington, os primeiros Estados americanos a reconhecer casamentos gays (entre os quais estão Massachusetts e Califórnia) receberam um fluxo massivo de casais de Estados vizinhos, gerando grandes benefícios para suas economias”.

Em maio de 2015, a Irlanda também entrou para a História ao se tornar o primeiro país do mundo a aprovar o casamento gay por meio de um referendo. Todas essas aprovações no mundo inteiro fazem parte de um longo caminho rumo à aceitação de casais do mesmo sexo na nossa sociedade, ainda tão cheia de preconceitos. Por enquanto, o importante é destacar quanto tem mudado o conceito de família, que é muito mais abrangente do que aquela formação tradicional de “pai, mãe e filhos”. Famílias com duas mães, dois pais, mãe solteira, e o que mais houver, têm sido mais e mais acolhidas no mundo todo. Ainda bem! <3

Thomas e Juca, que tiveram seu álbum de casamento eleito o melhor de 2015 do prêmio Wedding Best (foto: reprodução).

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