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Mulheres no tatame


Escrito por Motorola

Veja como foi o primeiro campeonato feminino de jiu-jitsu em Recife

Entre tatames e kimonos, várias mulheres se reuniram no último dia 5 de agosto  para o primeiro Campeonato Norte e Nordeste de Jiu-Jitsu Feminino na capital pernambucana. Além de acompanhar o que aconteceu no evento, nós do Hello Moto fomos até o local entrevistar as organizadoras, que contaram como a tecnologia ajudou o evento a acontecer.

Jiu-jitsu feminino

Aqui no Brasil, o jiu-jitsu foi difundido ainda no século passado pela família Gracie, responsável por criar o método do Brazilian Jiu-Jitsu, um estilo próprio brasileiro que é praticado em academias do mundo todo. Mais até do que o jiu-jitsu japonês, que foi onde começou essa luta. Kyra Gracie, uma das mulheres que faz parte dessa família, é penta campeã mundial em jiu-jitsu e inspira várias mulheres mundo afora com a sua técnica.

As organizadoras do evento Marília Freire, Clivia Albuquerque, Carla Benevides e Eliza Vasconcelos. Foto: Raquel Souto.
As organizadoras do evento Marília Freire, Clivia Albuquerque, Carla Benevides e Eliza Vasconcelos. Foto: Raquel Souto.

Se há alguns anos atrás era difícil encontrar outra mulher para treinar junto ou até mesmo para se inspirar, hoje esse quadro tem mudado. Eliza Vasconcelos, uma das idealizadoras do campeonato Norte e Nordeste de Jiu-Jitsu feminino, jiu-jiteira há cinco anos e faixa roxa, conta que o interesse pelo esporte vem crescendo. “Nós tivemos 370 mulheres inscritas, e hoje temos aqui quase 300 lutando, sendo que em outros campeonatos já vimos só 30 ou 40 meninas se inscreverem”, revela.

Como tudo começou

A ideia de realizar um campeonato de jiu-jitsu exclusivamente feminino em Recife começou no ano passado de uma forma despretensiosa. Jiu-jiteira há 7 anos e faixa roxa, Laurênia Lavôr tinha o desejo de realizar um evento nesse formato e convidou as jiu-jiteiras Carla Benevides, Eliza Vasconcelos e Marília Freire para ajudar em toda a organização.

Como é um mundo ainda muito masculino, elas buscam através do campeonato alcançar um maior protagonismo para as mulheres. “Precisamos dessa visibilidade, porque é importante para divulgarmos nossa ideia, para alcançar cada vez mais adeptas e para que vejam nossa força quando resolvemos nos unir a favor da nossa classe no esporte”, analisa Laurênia.

O campeonato

Através das redes sociais, elas entraram em contato com outras atletas para se inscreverem e divulgaram tudo na internet. Com participantes do norte e nordeste do país, as categorias para as premiações foram desde o infantil até o master, com atletas de 4 a 62 anos.

“Nós tivemos atletas da delegação de Manaus, outras de Natal, de Maceió, João Pessoa, Fortaleza e até de cidades do interior, como São José do Egito, aqui em Pernambuco. Enfim, nós conseguimos atingir realmente o norte e nordeste”, conta Carla Benevides.  

A tecnologia para unir

Através de um outro projeto que elas também são organizadoras, o Jiu-Jitsu Feminino Pernambucano, essas mulheres perceberam que tinham público para o campeonato. As redes sociais foram fundamentais dentro desse processo, principalmente graças à movimentação das páginas de jiu-jitsu feminino no Facebook.

No dia a dia, os aplicativos também ajudam muito as esportistas, principalmente quando o assunto é treino. “Hoje em dia a gente mal se comunica por ligação, então às vezes estamos em casa e em um grupo de Whatsapp conseguimos conversar 10 minutos para marcar um treino que dura umas duas ou três horas com várias pessoas”, conta Marília.

Se você se interessou pelo trabalho das meninas que organizam o Campeonato Norte e Nordeste de Jiu-Jitsu Feminino, acompanhe tudo pelo Instagram da organização. E para saber o que acontece em Recife, fique de olho nas hashtags #hellocidades e #hellorecife nas redes sociais e aqui no Hello Moto.

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