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Panmela Castro: o poder feminino no grafite


Escrito por Motorola

Conheça a artista que faz sucesso na arte urbana carioca com suas mensagens feministas

O grafite se consolidou como uma manifestação cultural ligada a espaços públicos, interferindo diretamente na cidade e projetando importantes críticas sociais.

Ao longo dos anos, esse universo da arte urbana foi corajosamente explorado por mulheres que não tiveram medo de enfrentar preconceitos, trazendo novas reflexões sobre liberdade de expressão e igualdade de gêneros.

Com todos os riscos e desafios, elas muitas vezes são vistas como frágeis nesse meio notadamente masculino. E conquistar esse espaço de respeito e visibilidade não é tarefa fácil.

Hoje, temos bons exemplos de artistas dispostas a impactar sua própria cidade e o mundo ao redor com a cultura de rua. Em São Paulo se destaca o coletivo Efêmmera, e no Rio de Janeiro um dos maiores nomes é a artista Panmela Castro, mais conhecida como Anarkia Boladona.

Jardim da Sororidade - Rio de Janeiro/2017 - Foto: Acervo Pessoal
Jardim da Sororidade – Rio de Janeiro/2017 – Foto: Acervo Pessoal

 

Arte em defesa dos direitos da mulher

Criada na Penha, subúrbio carioca, Pammela já foi nomeada “rainha do grafite brasileiro” pela CNN e tem como um de seus principais objetivos dar voz à luta feminista através da arte. Suas obras costumam ser bem coloridas, com desenhos expressivos de rostos de mulheres.

“Teoricamente não existe diferença entre o grafite de um homem e de uma mulher. A diferença é que desde pequenos os homens são estimulados a ser fortes, arriscar. As mulheres acabam tendo o estigma de ser mais doce, delicada, então a gente só arrisca quando tem 100% de certeza que estamos prontas. Existe essa diferença na criação que acaba refletindo nas pinturas”, reflete.

Together We Are Stronger - Stedelij Museum - Amsterdan/2019 - Foto Claire Bonjer
Together We Are Stronger – Stedelij Museum – Amsterdan/2019 – Foto Claire Bonjer

 

Agora, depois de mais de 10 anos de jornada nas ruas, Pamella tem se voltado para a arte contemporânea, apostando em performances e instalações. “Já superei essa fase na minha vida de provar, conquistar, ser aceita. Embora ainda tenha interesse em alguns espaços internacionais que não explorei, não tenho muitas metas no cenário do street art. Tá bom já ser chamada de rainha, né?”, brinca.

Você pode encontrar as obras de Panmela Castro em diversos pontos do Rio de Janeiro e do mundo. Clique aqui para saber onde e se reconecte com a sua cidade através da arte.

 

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