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Recife sob as lentes do Cinema


Escrito por Motorola

Conheça um pouco do universo audiovisual que envolve a capital pernambucana.

O Cinema, enquanto manifestação artística, é uma importante ferramenta de expressão e reflexão social. Através dele entramos em contato com outras culturas, com outros povos, com outras épocas e locais.

Recife, famosa por seu carnaval e belas praias, possui uma relação íntima com a sétima arte através de suas mostras, lendários cinemas de rua e efervescente produção audiovisual. Venha com o #hellocidades, projeto da Motorola que incentiva a reconexão das pessoas com suas cidades, e conheça um pouco mais do universo cinematográfico que envolve a capital pernambucana.

História e tradição

A cidade já ocupava um lugar de destaque desde o início da produção audiovisual brasileira, sendo o Ciclo de Recife um dos que mais produziu dentre os ciclos regionais, com 13 longas-metragens entre os anos de 1923 e 1931.

Após uma queda nas realizações cinematográficas com o fechamento da Embrafilme em 1990, a capital dos naufrágios volta a brilhar nas telonas com “Baile Perfumado”, de Lírio Ferreira e Paulo Caldas, que mistura gravações reais de Virgulino Ferreira, o famoso Lampião, se tornando um marco da retomada do cinema pernambucano.

Desde então, filmes produzidos em Recife não param de aparecer nas manchetes dos jornais, recebendo elogios e diversos prêmios nacionais e internacionais, como é o caso de “O som ao Redor” de Kleber Mendonça Filho, “Tatuagem” de Hilton Lacerda, e “Febre do Rato” de Cláudio Assis, expressões do chamado Novo Cinema Pernambucano.

Todas essas criações deram bases e ajudaram a formar as novas gerações de cineastas que hoje se aventuram no mundo do audiovisual, como é o caso de Bárbara Cunha, cineasta e fundadora da 99 Produções, que concedeu uma entrevista ao Hub Hello Moto.

(No canto esquerdo da imagem: Bárbara Cunha, cineasta e produtora pernambucana.Créditos: Amanda Pietra)

“Em Recife, sempre frequentei os festivais de cinema que aconteciam por lá, as sessões de arte nos cinemas comerciais. (…) Atualmente estou dirigindo um documentário que mistura imagens em VHS com imagens digitais”, revela Bárbara, que dirige a série documental “Borboletas e Sereias”, na qual investiga a construção da identidade na infância (confira o teaser no Vimeo).  

Experiência que vai para além das telas

(Na imagem: São Luiz, histórico cinema de rua de Recife. Foto de Soraia Magalhães)

A vida cultural de Recife também contribui para um maior envolvimento do público com o Cinema. O histórico Cinema São Luís é um símbolo da ligação da cidade com a sétima arte e recebe vários festivais e mostras que ajudam a divulgar as obras. Bárbara conta que foi lá que assistiu a “Baile Perfumado” e “Tatuagem” quase 20 anos depois.

“É também lá que acontece o Janela Internacional de Cinema do Recife e o FINCAR – Festival Internacional de Cinema de Realizadoras, que se dedica a produções dirigidas por mulheres”, conta a cineasta, e completa: “A cultura de um povo é a sua identidade. Por isso também entendo que esses espaços precisam cada vez mais serem ocupados por todos”.

Novas tecnologias e a democratização do Cinema

O surgimento de novas tecnologias tem beneficiado a produção de filmes, trazendo soluções para antigos obstáculos. Por exemplo, a passagem da película para o digital trouxe novas opções para as etapas de finalização de uma obra, aposentando equipamentos caros que muitas vezes só eram encontrados no exterior.

O aumento da qualidade das câmeras dos smartphones também coloca esses aparelhos como uma alternativa para a produção de filmes. “Em 2015, Tangerine (dos EUA), um dos filmes selecionados para o Festival de Sundance, foi feito com um smartphone”, aponta Bárbara. Conectada com as tendências, a capital pernambucana também traz inovação, como é o caso do curta “Encruzilhada dos trilhos”, de Wilson Freire, gravado apenas com smartphones.

Uma das principais vantagens da utilização desses aparelhos nas capitações cinematográficas é a diminuição dos custos das produções, tornando a sétima arte mais acessível para diretores iniciantes: “Creio que é uma forma bastante democrática de filmar, já que permite que uma pessoa sem maior experiência técnica possa se aventurar a fazer um filme e contar sua história. Acredito que seja uma tendência para uma nova geração experimentar estes equipamentos”, completa a diretora.

Em Recife, na Escola de Referência em Ensino Médio Olinto Victor, alunos aproveitaram as vantagens de se filmar com smartphones e produziram filmes para estudar história em 2017. “Constantemente, se discute a forma negativa com que celular modifica a dinâmica escolar, usado da forma errada. Nesse caso, ele serve como ferramenta de filmagem e pesquisa, resolvendo dois problemas de uma só vez”, revela o prfoessor Ederval, responsável pelo projeto, em entrevista ao G1.

“As novas tecnologias fazem parte de uma linguagem que se renova permanentemente. Os celulares, os aplicativos… Inúmeras mudanças surgem constante e velozmente, certamente com o intuito de facilitar, otimizar e melhorar”, finaliza Bárbara.

Que tal se inspirar com as ligações de Recife com o Cinema para gravar um vídeo pelas ruas da cidade com o seu Motorola? Confira as nossas dicas para gravar vídeos incríveis e não se esqueça de utilizar a hashtag #hellocidades na hora de compartilhar o resultado nas redes sociais!

 

Na imagem de capa: Bárbara Cunha dirige a gravação de “Borboletas e Sereias”, série documental filmada em Recife, São Paulo e Rio de Janeiro. Créditos: Amanda Pietra.

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