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Roteiro motofã: Porto Alegre para quem gosta de vivenciar a cidade


Escrito por Motorola

A motofã Bruna Oliveira nos levou para conhecer lugares incríveis em três bairros da capital gaúcha

Porto Alegre é rica em locais para quem quer sair de casa e ficar ao ar livre, ver e ser visto, beber uma cerveja ou café e passear. A motofã que reside no bairro Bom Fim, Bruna Oliveira, é uma garimpeira de lugares deste tipo. Jornalista, moradora de Porto Alegre há dez anos, Bruna tem como hábito transitar a pé e de antenas ligadas para descobrir o que a cidade oferece.

“Acho importante os espaços em que se tem a liberdade de andar a pé. Porque a cidade é o coletivo, é um espaço para vivenciar, para ter memórias e lembranças afetivas”, ressalta ela, que frequentemente registra seu gosto pelos rolês e lugares charmosos com seu moto g⁵ plus.

Demos uma volta com a Bruna para conhecer opções onde se pode fazer uma pausa e vivenciar Porto Alegre a preços módicos. Ela indicou points em três bairros próximos: Cidade Baixa, Bom Fim e Centro Histórico. Com tempo livre, é possível ir caminhando ou de bicicleta de um para outro, tranquilamente.

“Eu penso o quanto a cidade faz parte de mim. A primeira rua em que morei foi a Avenida Independência, que se tornou o cenário de muitas coisas que vivi”, remonta Bruna.
“Eu penso o quanto a cidade faz parte de mim. A primeira rua em que morei foi a Avenida Independência, que se tornou o cenário de muitas coisas que vivi”, remonta Bruna.

O primeiro deles é o Med Gastro Giardino Mediterrâneo, para os mais íntimos, Med Café. Com culinária italiana, o Med fica aberto de manhã e à noite. “Gosto daqui porque se pode ficar no pátio, onde se vê a rua”, ressalta.

Além disso, está localizado em um casebre antigo na famosa rua Gonçalo de Carvalho, arborizada ao ponto de ser considerada uma das mais bonitas da cidade. Bruna destaca que o custo-benefício é também um diferencial. “A culinária segue a rigor e ao mesmo tempo não é um lugar engessado, onde se vai para comer pratos finos. Tem um combo de café da manhã aos sábados por R$ 25,00 que vale muito a pena, e acho que sai um pouco da rota dos cafés mais badalados do Bom Fim.”

O que atrai Bruna para o Med é o visual conectado com o verde no meio da cidade
O que atrai Bruna para o Med é o visual conectado com o verde no meio da cidade

Um dos lugares que marca a memória afetiva de Bruna com Porto Alegre é o Grand’s.  Na intersecção entre a Cidade Baixa e o Centro, o Grand’s é o tradicional bar familiar de cerveja barata que a galera acabou adotando. Próximo à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), muitos alunos e ex-alunos, assim como Bruna, fizeram amigos e histórias no bar. “É um lugar barato, simples, sem nenhuma formalidade. Para ir com amigos e ficar bem à vontade jogando conversa fora”. No menu, ela destaca a porção de mini-pastéis, o bife à parmegiana e a porção de bife à xadrez, que são pedacinhos de bife à milanesa, ideal para acompanhar uma cerveja. “Tudo a um preço muito honesto”, promete.

O Grand’s faz parte da memória afetiva de muitos estudantes da Ufrgs
O Grand’s faz parte da memória afetiva de muitos estudantes da Ufrgs

O Grand’s fica praticamente ao lado do M&M Lanches, carrocinha de xis na praça com diversas opções vegetarianas e veganas, onde comumente as pessoas se juntam para comer e ficar pela praça. “Eu me sinto vivendo a cidade quando estou nesses ambientes ao ar livre, e ao mesmo tempo vendo gente”.

A cinco minutos a pé do Grand’s está o Justo, nas escadarias do viaduto Otávio Rocha, no coração do Centro. “Gosto especialmente por ser em um cartão postal da cidade”, afirma. Com bastante espaço indoor, não é raro ver a escadaria cheia de gente consumindo os drinks do Justo. “Tem ponto de ônibus perto, pode ficar na rua, é muito legal ver um público de todas as idades, famílias, galera jovem, habitando o viaduto”, comenta ela, que é uma entusiasta do resgate do Centro por parte das pessoas. E o preço faz jus ao nome: a dica da Bruna são as pizzas de R$ 10,00.

No Justo, as escadarias do célebre viaduto como cenário
No Justo, as escadarias do célebre viaduto como cenário

Por fim, Bruna sugere um passeio a pé pelas ruas do Bom Fim. “Acho que muito do Bom Fim é andar pelas ruas e ver o que tu descobres pelo caminho”, indica. Rico em cafés, padarias, bares e restaurantes de todo tipo, o bairro residencial junto ao Parque Farroupilha (Redenção) é habitado principalmente por idosos e estudantes. “O Bom Fim tem muito o clima de bairro. Tu andas pela rua e já reconhece alguns rostos, vai mais de uma vez a algum lugar e já te tratam diferente porque lembram de ti. Tu transitas pelas ruas e encontra opções: sempre tem um café, um bar aberto, alguém conhecido”. Para quem gosta de fazer um happy hour na calçada, Bruna sugere o Josephyna’s, Lipe Bar, Armazém da Redenção e a Lancheria do Parque.

Noites ao ar livre no Bom Fim dão o tom do bairro
Noites ao ar livre no Bom Fim dão o tom do bairro

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