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Da periferia para o centro: as festas itinerantes que agitam o Rio


Escrito por Motorola

Conheça três projetos musicais que conectam diferentes bairros da cidade

O Rio de Janeiro respira música. Para além do Carnaval e do samba, a cidade absorve várias vertentes sonoras que ganham vida em festas e baladas durante o ano inteiro.

Recentemente, festas itinerantes têm trazido um novo frescor para a vida noturna carioca. O grande diferencial delas é a pluralidade de públicos, ritmos e o intercâmbio constante entre periferia e zonas centrais.

A mistura sonora mais comum é entre os famosos batidões do funk e a música eletrônica. Esse é o caso da Heavy Baile, projeto comandado por Leo Justi e acompanhado por MC Tchelinho, DJ Thai e um time de dançarinos formado por Sabrina Ginga, Ronald Sheick e Neguebites.

A festa já ocupou desde bairros nobres como Copacabana até Vila Mimosa, Madureira e a Cruzada de São Sebastião, conjunto habitacional localizado no Leblon.

Maurício Sacramento, um dos criadores da Batekoo
Maurício Sacramento, um dos criadores da Batekoo

Direto das zonas periféricas vem a Batekoo, festa que se iniciou em Salvador, mas que tomou proporções ainda maiores em terras cariocas, graças à força das redes sociais.

“A Batekoo sempre teve uma ligação muito grande com a internet, onde temos liberdade para pautar nossos assuntos, tanto que quando chegamos no Rio muita gente já nos conhecia. A primeira edição, em maio de 2016, foi um fenômeno, a maior até hoje”, conta Maurício Sacramento, um dos fundadores do projeto.

A festa, que representa uma grande celebração da identidade negra, mistura ritmos e danças black como hip hop, funk e twerk.

A cantora e produtora Érica Alves é um dos nomes por trás da festa NUA
A cantora e produtora Érica Alves é um dos nomes por trás da festa NUA

Já no início deste ano surgiu a NUA, festa criada pelas DJs e produtoras Érica Alves, Ananda Nobre e Natália Garcez para contemplar as mulheres da música eletrônica. A primeira edição foi em janeiro, na Gávea, seguida de uma edição num galpão na região portuária. Depois disso, elas perceberam a necessidade de fazer o “deslocamento inverso”.

“Sentimos que precisávamos sair um pouco da Zona Sul, pois precisávamos acolher outras mulheres que estavam tendo ideias parecidas com as nossas. Foi quando fizemos uma parceria com as DJs Julliana Araújo e Kennya Rosa e fomos para a Void de Madureira, tocar na rua. Foi demais porque fez com que as pessoas se deslocassem, foi um encontro super bonito”, relata Érica.

Assista ao vídeo para conhecer um pouco mais dessas festas fora do eixo, e não deixe de compartilhar suas experiências pelo Rio de Janeiro com as hashtags #hellorio e #hellocidades:

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