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Videoarte no RJ: inovação através da imagem


Escrito por Motorola

Como artistas cariocas têm usado o vídeo para expor vivências e questões sociais

Desde que surgiu há mais de 100 anos, o cinema foi se consolidando como um dos meios mais populares de se contar histórias através da imagem e do som.

Já na década de 1970, a videoarte surge como um contraponto ao cinema narrativo, aproximando-se mais dos processos experimentais das artes plásticas. A ideia era explorar o vídeo de maneira livre e sem pretensões comerciais, utilizando-o para fazer documentários, videodança, vídeo performances, entre outras possibilidades.

Até poucos anos atrás, a videoarte se restringia a circuitos fechados como salas de exposição e museus. No entanto, com a chegada da internet e a crescente democratização dos meios digitais e de novas tecnologias, essa forma de expressão começou a se expandir e ganhar novos ares.

Hoje, até mesmo os stories do Instagram viraram meios de criação e divulgação de vídeos que flertam com a arte. O Hello Moto, dentro do projeto #hellocidades, foi ao Rio de Janeiro conversar com novos nomes que estão inseridos nesse movimento.

Temas atuais

Mais do que nunca, a videoarte tem se articulado a partir de vivências e locais de fala. É o momento de dar voz a minorias, trabalhar questões de gênero e refletir sobre os deslocamentos entre centro e periferia.

Vic Esteves, videoartista carioca, percebe a criação de uma rede. “Não dá mais para pensar só em você, porque estamos rodeados de pessoas passando por diferentes situações. Não acredito mais no mito do artista solitário, temos que olhar ao nosso redor e perceber realidades diversas”, analisa.

Igor Furtado projeta um de seus trabalhos pela cidade com o snap Moto Insta-Share Projector da família Moto Z
Igor Furtado projeta um de seus trabalhos pela cidade com o snap Moto Insta-Share Projector da família Moto Z

Complementando essa visão, Igor Furtado, videoartista carioca com formação em cinema, salienta a necessidade de explorar subjetividades diversas. “A videoarte também pode ser um trabalho coletivo, como é o cinema, mas nela cada um contribui com a sua visão. Estão todos ali construindo uma linguagem que fala sobre estar com o seu corpo no mundo. Funciona mais como uma documentação criativa mesmo”, reflete.

Registro de uma época

O maior acesso a dispositivos de captação permitiu o surgimento de novos artistas e, consequentemente, a criação de novas identidades. O videoartista Gabriel Massan, estudante do Parque Lage e parceiro de Vic Esteves, fala da importância do registro a partir de um olhar não hegemônico.

Nascido de Nilópolis, cidade da baixada fluminense, ele conta que não é fácil para quem está longe das regiões ditas centrais se entender como artista. Seu trabalho é bastante focado na ideia de deslocamento e na discussão em torno do espaço que seu corpo ocupa na cidade. “É o registro de pessoas que estão experienciando o Rio de Janeiro a partir de outra visão. É louco para mim viajar duas horas para fazer um curso de videoarte num local que para mim é um ‘não local’. Gosto de trabalhar essas disforias e perceber o Rio como uma cidade cheia de contrastes”. E completa: É uma luta de existência do próprio corpo”.

Nós encontramos esses artistas em diferentes lugares da cidade maravilhosa para conhecer um pouco mais sobre seus trabalhos e ideias. E, claro, não poderíamos deixar de usar o Moto Insta-Share Projector do Moto Z para projetar vídeos incríveis produzidos por eles nas ruas. Veja abaixo o resultado:

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